domingo, 27 de janeiro de 2013
domingo, 16 de dezembro de 2012
WIRIYAMU - PARA QUE O TEMPO NÃO ESQUEÇA!
Pidjiguiti, Cassange, Mueda, Wiriyamu
(este link leva-os ao post de um blog ao qual um comentador, historiador, junta a descrição mais completa que já li sobre Wiriyamu, de forma objetiva e despojada da adjetivação exuberante que nestes casos torna difícil e chata a leitura).Assumir a nossa História é também assumir o mal que fizemos, o sofrimento que provocámos, as mortes de inocentes que causamos.
E lamentarmos esses "feitos"...
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Convívio de 2012 na Sabacheira
terça-feira, 20 de março de 2012
CONFRATERNIZAÇÃO DE 2012 DA CCS DO BART 6222/73
- Ponto de encontro no Clube Recreativo e Cultural, às 10h00;
- Missa na Igreja Matriz às 11h00 (GPS 39º40'41,44" N e 8º28'56,50" W); atua o nosso capelão, Padre Geraldes;
- Almoço no Clube Recreativo e Cultural às 13h00 (GPS 39º38'51,19" N e 8º31'17,40" W)
sábado, 6 de agosto de 2011
COLEGIO MILITAR - EM DEFESA DO BARRETE
Miguel Antonio (quem?!) Diz-nos, a mistura com muitas banalidades (formação de escois, educação global, etc), que o Colégio e necessário porque as FA são um pilar estruturante da nação.
Oh Antonio, em que século vive o menino?...
Eheheheheheh! (Riso alarve de quem não beneficiou de uma educação global...)
sábado, 9 de abril de 2011
CONFRATERNIZAÇÃO DE 2011 DA CCS DO BART 6222/73
quinta-feira, 17 de março de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
MENINA DOS OLHOS TRISTES
Oiçam e recordem uma das baladas mais belas e que mais impacte teve na moral do Portugal da guerra colonial - Menina dos olhos tristes.
Clique aqui
domingo, 12 de dezembro de 2010
BLOG DE MANUEL ALDEIAS

Encontrei no Facebook uma ligação ao blog do nosso ex-combatente Manuel Aldeias, que me parece interessante e aqui o deixo: é só clicar aqui .
A imagem fui buscá-la a esse blog.
sábado, 13 de novembro de 2010
FILME INÉDITO FEITO EM CAMPANHA, NA GUINÉ
Do meu amigo Toni Fereira, recebi este texto e o filme, rodado durante a guerra colonial, na Guiné.
Guerra na Guiné...
É o único filme feito na Guiné que apanhou uma sequência real de guerra.
Os jornalistas franceses que seguiam nesta patrulha, mandada executar para que eles tomassem conhecimento com o dia a dia das NT estacionadas em BULA, um pouco a N do Rio Mansoa, apanharam um "cagaço", mas registaram algo que mais nenhum registou. Ia também uma jornalista.
A emboscada que as NT sofreram, não estava "no programa", mas isto era o que podia acontecer sempre que se saía para o mato e neste caso julgo que foi para os lados do CHOQUEMONE, uma das zonas quentes onde o IN tinha "acampamentos", na área entre BULA-BISSORÃ-S.VICENTE (já sobre o Rio Cacheu).
O general Spínola, com a seu ajudante de campo (era o major Almeida Bruno) e o Cmdt do Batalhão de BULA (ten-coronel Morgado) foram lá depois, mal tiveram conhecimento do que tinha acontecido.O capitão Centieiro também não foi de início mas acabou por ganhar uma cruz de guerra de 1ª classe..."
Veja o filme clicando aqui
sábado, 16 de outubro de 2010
LUIS CILIA - PORTUGAL ANGOLA CANÇÕES DE LUTA
Oiçam a canção do desertor.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A GUERRA DE 1908
Numa vista ao Facebook fiquei surpreendido com um sketch do Solnado com a Guerra de 1908. A publicação já tem um par de meses mas só agora reparei nela.
O Solnado foi um fenómeno de sucesso e popularidade nos tempos da minha juventude.
Não percam: clique aqui
sábado, 14 de agosto de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
NOTÍCIAS DO MANEL LOPES: A MILAGRES EM PORTUGAL!

Para meu grande espanto, recebi um mail do Manuel Lopes em que narra, nem mais nem menos, que a Milagres está em Portugal.
Transcrevo a seguir essse mail, com as fotos que o acompanham.
"Amigo Correia, sabes quem eu encontrei e se encontra a viver e bem no bairro Sá Carneiro em Leiria? a Milagres!
Está muito gorda e nova, trabalha com um grupo de animação para crianças negras do bairro; conbinei um encontro em S.Pedro de Moel a onde ela foi fazer uma animação na abertura balnear, eu aproveitei e levei o ASA NEGRA e a família dele e a minha esposa, foi uma festa quando se juntámos.
Eu envio aqui algumas fotos, agradecia que as chapasses no blogue para a nossa malta saber que nem tudo foi mau.
Um abraço, responde-me e vê se conheces a nossa amiga, tchau."
Realmente, com a fantasia e com os quilitos a mais não dá para a reconhecer. Lembro-me dela como na foto do post anterior: magrita, pequena e novinha.
Estimei sabê-la viva e de boa saúde, e que tenha conseguido livrar-se da guerra civil que foi muito mais longa e violenta que a "nossa".
segunda-feira, 3 de maio de 2010
FOTOS DO ENCONTRO DA CCS DO BART 6222/73 - QUEM TEM?
Conforme anunciei aqui, a CCS do BART 6222/73 realizou o seu 35º convívio no passado dia 10 de Abril.
Conforme referi, não pude participar (por motivos de saúde), mas gostaria de ter fotografias para publicar um post.
Se possível, mandem-me apontamentos, comentários, etc, que me ajudem a melhor reportar, por interposta pessoa, o que lá se tiver passado.
As fotos que junto são do convívio de 2005, com o capelão em grande plano, na de cima, e o capitão BD em destaque, na de baixo, à esquerda.
Mandem-me todo o material para o endereço:
domingo, 4 de abril de 2010
FOTOS ENVIADAS PELO MANUEL LOPES

Do Manuel Lopes recebi uma série de fotos, algumas chapei na última crónica, e as restantes vão aqui.Na foto da direita está o Manel com a Milagres, uma lavadeira porreira que lavava o quico à malta e que tinha uma conversa e um palavreado rebuscado que não seria de esperar na pessoa nem no local.
Sim senhor: a Milagres!
Na foto à esquerda, vemos o Manel de frente para o Faustino, com o Branco de frente para a máquina (a presença "em palco" vinha-lhe do TEC, Teatro Experimental de Cascais onde se iniciou, certo?).

As seguintes mostram o "artista" em diversas poses.
Na última, em grupo, a preparar uma alta patuscada, parece-me distinguir o Sampaio do meu pelotão, de Sapadores (o 2º a contar da nossa esquerda).
Será?
sábado, 3 de abril de 2010
MANUEL LOPES - MAIS UMA CRÓNICA
Como era a minha vez de alinhar, preparei-me logo, a bolsa às costas, pistola e G 3, lá partimos nós com a escolta, uma viatura á frente e outra atrás, sem sabermos o destino, só o alferes Sousa e o furriel Baía é que sabiam.
Apanhamos a picada com direcção ao Banza Quibaxe, seguimos em direcção á Sanzala Quipaulo que ficava a uma distancia talvez de uns 40 quilómetros, a noite já se aproximava, a certa altura começámos a ver fumo ao longe ao lado da picada por onde tínhamos que passar, como nos íamos aproximando, chegando perto do tal fumo, de imediato deixamos de o ver foi apagado à pressa, quando chegamos encontramos o sítio da fogueira, panelas e tachos velhos, vimos logo que tudo aquilo era para nos enganarem e despistar, também encontramos caixas de medicamentos vazias e escritas como deviam de ser tomados, reconheci logo a minha letra, foram medicamentos que eu tinha entregado a um velhote negro no dia anterior na enfermaria quando me encontrava de enfermeiro de dia.
Lá seguimos a nossa viagem sem medo, até que chegamos à grande Sanzala de Quipaulo já a noite ia alta, fomos recebidos em grande festa com batuque e palmas, mas nós não ligamos ao que via-mos era tudo fantochada para nos enganarem, estávamos sobre aviso, que era jogada dos turras para nos entreterem para nos fazerem a folha.
O alferes e o furriel foram logo chamar os dois guias que nós levámos, deram-lhe dinheiro para irem comprar um porco ao Soba para nós patuscarmos. O porco foi comprado pago e comido, o pior estava para acontecer, estávamos todos deitados no chão a descansarmos e à espera da hora da saída para a mata para a operação quando começamos a ver negros a correr por todo o lado armados, fomos saber o que se passava, finalidade, o soba tinha roubado o porco a uma velha, o problema resolveu-se com umas bebedeiras de cervejas CUCA.
Eram quatro horas da matina quando recebemos o código para partirmos, com arma e munições, cantil cheio de água e uma ração de combate, todos em fila indiana com a arma em punho e pronta a disparar, pelos trilhos do capim, caio aqui levanto-me a li e sem dar um pio, passados poucos quilómetros, o Paulo Sabú torceu um pé, dei-lhe os primeiros socorros, queria que eu o levasse às costas, eu respondi-lhe que esperasse sentado até eu preparar as costas, avançou e foi se quis se não ficava lá, às 8 horas estávamos no rio Luve, fomos obrigados a caminhar pelo rio muitas vezes com água pelo pescoço, assim fizemos muitos quilómetros até chegarmos ao rio Dange.
Subimos e descemos serras e montes, passamos rios e vales, matas fechadas que parecia noite, muitos e muitos quilómetros de capim fechado, fomos confrontados com muita bicharada, o calor era imenso, água para beber não havia, resolvíamos o problema da sede bebendo água choca, chamávamos mijo de pacássa, comida nem pensar, os guias sem notarmos desapareceram, quando reparámos andávamos perdido no meio das matas sem sabermos por onde, nós já pensávamos que não saíamos dali com vida.
A certa altura começamos a cair uns para cada lado, com fome, sede e esgotados, não havia esperança nos nossos pensamentos, eu andei a deambular para todo o lado sozinho à espera da morte até que encontrei o meu colega transmissões o Banana, que tinha perdido peças do rádio, não conseguia-mos pedir socorro, conseguimos ver ao longe uma palmeira, servio-nos de ponto de referência para descansarmos á sombra dela, para depois passarmos a noite se chegássemos com vida. A muito custo fomos os primeiros a chega ao destino, mas aos poucos chegaram todos á sombra daquela palmeira, todos com o mesmo objectivo.
Aí nos organizámos novamente depois de repousarmos algum tempo, em cima da palmeira encontrava-se um garrafão com sumo de palmeira a que os angolanos dão o nome de marufo, esse líquido foi distribuído por todos, ajudou para recuperarmos algumas forças.
Saímos dali sem saber para onde ir, só se via capim por todo o lado, o alferes Sousa desesperado, levantou a G3 virou-a para o ar e descarregou o carregador por não saber o que fazer, passado algum tempo apareceram os dois guias, deram muitas desculpas, mas não valiam de nada porque o alferes e o furriel já se preparavam para lhe fazer a folha, desfazê-los todos à rajada nós não deixa-mos porque queria-mos sair da mata antes da noite, sem eles não conseguia-mos, descobriram que tinham estado no destacamento dos turras a pedirem para nos deixarem passar sem nos fazerem mal.
O alferes avisou-os para não voltarem a fazer o mesmo erro porque já não servia de desculpas para nós, saímos dali chegamos ao local da partida já noite serrada á muito, mais mortos que vivos, fome, sede, com os pés em carne viva cheios de sangue, as viaturas já se encontravam á nossa espera na Sanzala do Quipaulo, chegamos ao quartel a Quibaxe já de madrugada."









